Polícia indicia PM que matou homem em rodeio de Marília por homicídio triplamente qualificado
A Polícia Civil concluiu o inquérito e encerrou as investigações sobre a morte de Hamilton Olímpio Ribeiro Júnior, de 29 anos, durante o show da cantora Lauana Prado, em Marília.
O PM Moroni Siqueira Rosa, de 37 anos, preso em flagrante por ter sacado a pistola que pertence à corporação e matado Hamilton no meio do público, foi indiciado por homicídio doloso triplamente qualificado.
De acordo com a Polícia Civil, Moroni disparou pelo menos seis vezes contra a vítima. Hamilton chegou a ser socorrido e encaminhado ao HC, mas não resistiu. Após os disparos, Moroni foi desarmado por seguranças do evento e agredido por pessoas que estavam no local.
A conclusão do inquérito aconteceu após o interrogatório do PM na Central de Polícia Judiciária (CPJ). Durante esse depoimento, na quinta-feira (5), ele alegou que teria sido agredido pela vítima e negou ter ingerido bebida alcoólica. Moroni argumenta legítima defesa.
Mas, para a polícia, ele deve responder por homicídio com as qualificadoras de motivo torpe, por ter colocado em risco outras pessoas, além da qualificadora da dissimulação ou recurso que impediu a defesa da vítima.
O relatório da Polícia Civil inclui ainda o crime de tentativa de homicídio de mais duas pessoas que estavam no evento. Victor Alves Justino levou um tiro de raspão no queixo e Fernanda Girotto Bueno Zanoni, que procurou a polícia dias após o crime, sofreu uma lesão na perna esquerda decorrente de um dos disparos.
Em relação a estas duas vítimas, o delegado responsável pelo caso apontou que houve tentativa de homicídio, com dolo eventual, ou seja, para a polícia não havia intenção de matar outras pessoas, mas ao iniciar os disparos, Moroni assumiu o risco de fazer outras vítimas.
Moroni continua preso no presídio militar Romão Gomes, em São Paulo. O inquérito agora será analisado pelo Ministério Público, que poderá apresentar à Justiça denúncia contra o policial